Atualizado 01/03/2019

Administração de Passos Maia reúne moradores para discutir medidas contra quedas de energia elétrica

Ofício coletivo será encaminhado à Celesc, com possibilidade de ação judicial para busca por solução ao problema

Moradores prejudicados pelas constantes quedas de energia elétrica participaram de uma reunião de debate sobre medidas para a solução do problema no município de Passos Maia. O assunto foi abordado nesta quinta-feira, dia 28, em uma reunião convocada pela administração municipal. O setor jurídico da Prefeitura conduziu o encontro.

 

Segundo o prefeito Leomar Listoni, a iniciativa de reunir os moradores partiu da administração pela constância de questionamentos feitos pelas famílias sobre as quedas de energia no município. “Isso fez com que vários ofícios já fossem encaminhados à Celesc, mas infelizmente não está tendo o respaldo que esperamos”, explicou Listoni.

 

Do Assentamento 20 de Novembro, Vilmar de Rezende disse que a falta de luz ocorre em média seis dias por mês. Além das dificuldades na hora de ordenhar as vacas leiteiras, o resfriamento do produto fica comprometido. “Não tem como provar que o leite foi fora, mas todo mundo sabe que foi. Eu fico indignado porque quando vem a cobrança, é sempre a mesma”, desabafou.

 

Na propriedade de Eva Padilha, moradora do Assentamento 13 de Junho, o principal transtorno também é enfrentado na hora da ordenha, serviço que não pode ser feito com os equipamentos pela falta de energia elétrica. “Não dá para ordenhar, o que causa mastite nas vacas (processo inflamatório que atinge a glândula mamária dos animais), estraga o úbere e tem que correr atrás de veterinários em busca de remédios”, lamentou a agricultora.

 

O prefeito informou que a Celesc será oficiada mais uma vez — agora de forma coletiva, com a assinatura de vários moradores — para responder qual solução pretende adotar para resolver o problema. No ofício também deverá ser solicitada, de imediato, uma limpeza no entorno de todas as redes de energia elétrica do município, além de reparos e até a troca de redes deterioradas.

 

“Neste mesmo documento queremos que a Celesc se manifeste sobre o encaminhamento de uma solução definitiva, ou seja, quais procedimentos vai tomar para solucionar os problemas. Caso isso não ocorra, com uma resposta ao encontro da solução que pensamos, vamos acionar juridicamente a empresa”, adiantou Listoni.

 

O agricultor Domingos Dougokenski, do Assentamento Zumbi dos Palmares, também participou da reunião porque não aguenta mais os transtornos e prejuízos que a falta de luz traz à família. Além de complicações na hora de fazer os serviços na propriedade, tem a privação de necessidades básicas, como dificuldades na hora do banho. “Nós temos o nosso direito de consumidor. Mesmo que a gente não produza o leite, a gente tem o direito de consumidor”, cobrou.

 

“Vamos buscar uma solução para todo esse transtorno que a falta de energia elétrica vem gerando para a nossa população. Na época em que vivemos, é inaceitável ficarmos dois, três dias sem luz, sem satisfação”, finalizou o prefeito.

Fonte: Assessoria
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